Lucas Vasques
O presidente Lula (PT) deu declarações fortes ao anunciar que o governo brasileiro vai reforçar a capacidade militar de defesa nacional. Além disso, pela primeira vez, o tema será incluído em seu programa de governo.
Lula mencionou Donald Trump e outros líderes internacionais que priorizam confrontos bélicos e afirmou: “Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa”.
Ele ressaltou que, ao longo dos últimos anos, inúmeros países se dedicaram ao armamento nuclear. Disse, ainda, que a defesa nacional será prioridade em sua próxima gestão.
“Pela primeira vez, eu vou colocar a questão da defesa nacional num programa de governo. Que é para a gente poder assumir compromisso público com que tipo de defesa a gente vai querer nesse país”, afirmou.
As declarações ocorreram durante a cerimônia de lançamento ao mar e batismo da fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré, em Itajaí, Santa Catarina.
De acordo com o governo federal, o lançamento é estratégico para a recomposição do Núcleo do Poder Naval da Marinha do Brasil.
Lula também disse que o mundo está cheio de “malucos”. “Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá para virar Estado dele, quer tomar o Canal do Panamá”, apontou.
Diante do atual cenário da geopolítica, o presidente reiterou a tese do reforço militar. “Não pode discutir defesa só repondo o que estragou”.
Navios militares de alta complexidade tecnológica
O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê construção e incorporação de quatro navios militares de alta complexidade tecnológica. O objetivo é modernizar e expandir a capacidade operacional da Marinha.
As embarcações têm capacidade de deslocamento de 3.500 toneladas, 107 metros de comprimento, convés de voo e hangar para helicópteros. Conta, ainda, com radares, sistemas de armas avançados e sensores integrados. Os investimentos são estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030.