Digimais: Igreja Universal, de Edir Macedo, tem frota de 5 aeronaves avaliada em R$ 178 milhões
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é proprietária de uma frota de cinco aeronaves avaliada em R$ 178 milhões, composta por três jatos e dois helicópteros adquiridos ao longo dos últimos anos. O patrimônio veio à tona após seu fundador, o bispo Edir Macedo, tornar-se alvo da Polícia Federal na Operação Miragem, deflagrada para investigar suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional ligado ao Banco Digimais.
A Justiça Federal determinou bloqueio de bens de até R$ 670,3 milhões dos investigados. Macedo não foi alcançado pelos mandados de busca e apreensão porque reside no exterior.
A frota milionária da Igreja Universal
A IURD possui cinco aeronaves registradas: três jatos e dois helicópteros, com valor total estimado em R$ 178 milhões. A peça mais cara da frota é um Bombardier BD-700-1A10, bimotor executivo de alta performance e alcance intercontinental, importado dos Estados Unidos pela entidade por R$ 75,6 milhões. Os demais jatos são um Embraer EMB-505, avaliado em R$ 16,5 milhões, e um Dassault Aviation Falcon 2000EX, registrado por R$ 31 milhões. Os dois helicópteros da frota são modelos Bell Helicopter: o 430, avaliado em R$ 4 milhões, e o 429, cujo valor chega a R$ 50,9 milhões.
Além das cinco aeronaves já registradas, a IURD possui duas reservas de marcas, que representam o passo inicial antes do registro formal de uma nova aeronave. Na prática, isso indica que a frota pode crescer nos próximos anos. O conjunto de bens aéreos evidencia a dimensão do patrimônio acumulado pelo grupo econômico ligado a Edir Macedo, cuja magnitude só agora começa a ser mapeada com mais detalhe pelas autoridades.
A investigação da Polícia Federal contra Edir Macedo
Segundo apuração de A Tarde e Metrópoles, Edir Macedo é investigado na Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional no âmbito da gestão do Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso. A operação foi deflagrada na última terça-feira, dia 23. A Justiça Federal autorizou mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões.
De acordo com A Tarde e Metrópoles, Macedo não foi alvo direto dos mandados de busca e apreensão porque reside no exterior, segundo informou a própria PF. A ausência do fundador do país não interrompeu as diligências: as medidas judiciais alcançaram outros investigados e bens associados ao grupo. A operação representa um dos movimentos mais significativos das autoridades brasileiras contra o patrimônio e as operações financeiras ligadas à IURD e a seu fundador.
O patrimônio da IURD e as implicações
A posse de uma frota aérea avaliada em R$ 178 milhões por uma entidade religiosa coloca em evidência uma contradição estrutural do modelo tributário brasileiro. Igrejas e templos de qualquer culto são imunes a impostos sobre patrimônio, renda e serviços, conforme a Constituição Federal. Essa proteção, pensada para garantir a liberdade religiosa, também abre espaço para o acúmulo de bens de alto valor sem a fiscalização que incide sobre empresas e pessoas físicas. Não há obrigação legal de transparência pública sobre a origem e o destino dos recursos captados por meio de dízimos e doações.
A investigação da PF sobre suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Digimais, controlado por Macedo, acrescenta uma camada de urgência a esse debate. Se confirmadas as irregularidades apuradas na Operação Miragem, a questão deixa de ser apenas sobre os limites da isenção tributária e passa a envolver a responsabilidade penal na gestão de recursos de uma instituição que movimenta bilhões de reais. A existência de reservas de marcas para novas aeronaves, somada ao bloqueio judicial de até R$ 670,3 milhões, reforça a percepção de que o tamanho real do patrimônio ainda está sendo dimensionado. O caso da IURD torna concreto um debate que o Brasil adia há décadas: como garantir que privilégios constitucionais concedidos a instituições religiosas não sirvam de escudo para a opacidade financeira.
247 – A Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo, possui uma frota aérea avaliada em R$ 178 milhões, composta por três jatinhos e dois helicópteros. A informação veio à tona em meio às investigações da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do Banco Digimais, controlado pelo líder religioso, segundo Tácio Lorran, do Metrópoles.
As aeronaves estão registradas em nome da Igreja Universal e foram adquiridas ao longo dos últimos anos. O patrimônio aéreo reforça a dimensão do grupo econômico ligado a Edir Macedo, que se tornou um dos principais alvos da investigação da PF, embora não tenha sido alvo direto de mandado de busca e apreensão por residir fora do Brasil, conforme informado pela corporação.
A Operação Miragem foi deflagrada na terça-feira (23), com o objetivo de desarticular um suposto esquema de irregularidades no Banco Digimais. A Justiça Federal autorizou mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo bancário e fiscal e o sequestro e bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.
Entre os bens pertencentes à Igreja Universal, está um Bombardier BD-700-1A10, aeronave executiva de grande porte, bimotor e com capacidade para voos intercontinentais. Segundo os dados divulgados, o jato foi importado dos Estados Unidos pela entidade religiosa por R$ 75,6 milhões.
Além dos três jatos e dos dois helicópteros já identificados, a Igreja Universal também possui duas reservas de marcas, procedimento considerado uma etapa inicial antes do registro formal de uma aeronave. Na prática, isso indica que a frota aérea vinculada à instituição poderá ser ampliada futuramente.
A investigação da Polícia Federal mira suspeitas de gestão fraudulenta, prestação de informações falsas e operações vedadas no âmbito do sistema financeiro. O Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, está no centro da apuração que levou a Justiça a determinar medidas contra investigados e o bloqueio de patrimônio em valores milionários.
A Igreja Universal do Reino de Deus é uma das maiores organizações religiosas do país e mantém uma estrutura empresarial associada a diferentes áreas. A existência de uma frota avaliada em R$ 178 milhões passou a integrar o debate sobre a extensão do patrimônio ligado ao grupo comandado por Edir Macedo, em meio ao avanço das investigações da Operação Miragem.