Feira de Santana confirma 21 casos de catapora em 2026 e Vigilância alerta

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Foto: Renata Leite

 

A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a varicela (catapora) e evitar casos graves da doença, especialmente entre crianças. Em Feira de Santana, a Vigilância de Controle Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde tem reforçado a importância da imunização enquanto monitora, de forma contínua, os casos registrados no município.

De janeiro a abril deste ano, foram notificados 32 casos suspeitos da doença, dos quais 21 foram confirmados. No mesmo período de 2025, o município registrou 25 casos confirmados. Ao longo de todo o ano passado foram contabilizadas 64 ocorrências de varicela.

De acordo com a referência técnica do agravo, Ludmila Lopes, episódios localizados — como surtos em escolas — são esperados em função do contato próximo entre crianças e adolescentes, mas têm sido rapidamente identificados e controlados pelas equipes de saúde.

“A Vigilância Epidemiológica vem atuando desde fevereiro com medidas de bloqueio vacinal, intensificação da vacinação e monitoramento dos casos para evitar a disseminação”, explica. Além disso, também realiza ações educativas junto às equipes de saúde da Atenção Básica, com foco na identificação precoce, investigação e manejo adequado dos pacientes.

Transmissão

A varicela, mais conhecida como catapora, é uma doença viral altamente contagiosa, que pode atingir pessoas de qualquer idade não vacinadas ou que nunca tiveram a doença. Os principais sintomas incluem febre, coceira intensa e lesões na pele, que evoluem para pequenas bolhas. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações como infecções secundárias e outros quadros severos.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como em espirros, tosse ou contato próximo, o que aumenta o risco em ambientes coletivos. O período de incubação varia entre 10 e 21 dias — fase em que a pessoa já pode transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

A enfermeira destaca que a recomendação é que pessoas infectadas permaneçam em isolamento até que todas as lesões estejam cicatrizadas. “O paciente não deve frequentar escola ou trabalho enquanto estiver com lesões ativas. O retorno só é seguro quando todas já estiverem em forma de crosta”, orienta Ludmila Lopes.

Imunização

A referência técnica da Vigilância Epidemiológica reforça o papel fundamental da vacina na proteção coletiva. O imunizante está disponível nas 103 salas de imunização da rede municipal de saúde. O calendário de rotina recomenda duas doses: a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade.

Mesmo não impedindo totalmente a infecção, o imunizante reduz significativamente o risco de formas graves da doença. “A gente orienta que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. Essa é a forma mais eficaz de proteger as crianças”, destaca.

As informações são da Secretaria Municipal de Comunicação Social de Feira de Santana

Foto: Renata Leite

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