Um marco da engenharia brasileira: carro voador da Embraer decola com Lula e marca nova fase da tecnologia do futuro

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Revista Fórum

 

“Um marco da engenharia brasileira”: carro voador da Embraer decola com Lula e marca nova fase da “tecnologia do futuro”

Na manhã desta quarta-feira (25), o presidente Lula participou, em visita à unidade industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP), onde foi apresentado o primeiro caça Gripen F39-E produzido no país, de uma demonstração de voo do “carro voador” desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da fabricante aeroespacial.

Com duração aproximada de três minutos, o voo fez parte de uma campanha de divulgação dos eVTOLs (veículos de pouso e decolagem vertical), que serão os “táxis aéreos do futuro”, segundo a Eve.

Cerca de 30 voos já foram feitos com o protótipo no total, mas a meta é que o número chegue a 300 ainda em 2026, a fim de validar as condições operacionais dos veículos voadores, que funcionam 100% à base de eletricidade e com autonomia de até 100 km.

O voo inaugural da tecnologia desenvolvida pela Embraer ocorreu em dezembro de 2025, quando foram testados os oito propulsores do “táxi aéreo”. A intenção era fabricar pelo menos seis unidades de protótipo para as situações-teste antes de avançar à fase de produção em escala do veículo (com unidade fabril em Taubaté – SP, a Eve quer produzir até 480 das aeronaves por ano).

“Mas ele vai ser grande assim?”, perguntou Lula após esclarecer a pronúncia do eVTOL, que é capaz de transportar cinco pessoas (quatro passageiros e o piloto).

Em escala real, o carro voador, que atinge uma altura de 43 metros e deve também ser operado de maneira remota (com capacidade ampliada para até seis passageiros em modelos futuros), tem uma envergadura de 15 metros (contando com o tamanho das asas), 11 metros de comprimento e 4 metros de altura.

Esses números colocam o veículo da Eve em uma categoria próxima à das aeronaves leves, embora o design fuja do padrão tradicional dos helicópteros.

Em seu perfil oficial, Lula comentou que o carro voador é “um marco da engenharia brasileira” e “mostra até onde nossa capacidade de inovar pode chegar”.

Confira o vídeo:

https://x.com/LulaOficial/status/2037148144505442644

Com a mais recente parceria entre a Eve Air Mobility e a australiana Alt Air, especializada em transporte aéreo, para fornecer os eVTOLs da companhia aos estados australianos envolvidos nos Jogos Olímpicos de Brisbane (em 2032), a carteira de pedidos da subsidiária da Embraer já soma cerca de 2.800 cartas de intenção e mais de 100 aeronaves em compromissos de venda vinculantes. No total, os pedidos estimados no pipeline comercial da empresa se aproximam de 3.000 unidades.

Os eVTOLs pretendem ser uma estratégia de descarbonização do transporte urbano (e aéreo), e espera-se que estejam em operação já no fim de 2027.

Para isso, o Brasil também trabalha na definição de padrões de mobilidade e infraestrutura aérea em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), agência reguladora do espaço aéreo brasileiro.

Os carros elétricos voadores precisam de infraestrutura de controle do tráfego aéreo, mas também da construção de “vertiportos” (as áreas de içamento pelas quais podem decolar), programas de licenciamento de pilotos e de uma regulação similar à que existe para transportes terrestres.

Os passos envolvem a coordenação entre a ANAC, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) da Aeronáutica e o Ministério de Portos e Aeroportos para definir juridicamente a categoria dos eVTOLs e o desenvolvimento do U-space brasileiro, como se chama o conjunto de regulamentações e tecnologias de gerenciamento do tráfego para aeronaves não tripuladas (já que os eVTOLs pretendem incorporar a tecnologia de automatização).

Segundo a empresa, o primeiro voo comercial do carro voador vai acontecer em 2027, e a ideia é que o transporte passe a funcionar como “táxi”, acessível por aplicativos de transporte e a “famílias de classe média”, na intenção de “democratizar o espaço aéreo”.

Por ter uma autonomia curta, espera-se que o eVTOL percorra distâncias urbanas de, no máximo, 16 km a 20 km, com duração de cerca de 20 minutos.

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